A Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos, volta a assinalar o Dia Internacional da Mulher. Nesta 16a edição, o vice-presidente, Philip Arruda afirmou que, é muito importante reconhecer as mulheres da comunidade Luso-Canadiana.

Por Carla Antunes (Texto e foto)

Hoje em dia uma mulher na sociedade tem um papel fundamental. O seu reconhecimento já é validado por muitos, mas ainda são sentidas diferenças. A igualdade de sexos é um percurso que tem vindo a progredir mas apesar deste avanço ainda são sentidas diferenças salariais, por isso a igualdade não está efectivamente assegurada.

Contudo, a celebração do Dia Internacional da Mulher em Toronto continua a ser celebrada. Com hora marcada no restaurante Chiado, a Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos, volta a convidar a comunidade para assinalar a data com um almoço. Este contou com a participação de mais de quarenta empresárias Luso-Canadianas.

Nesta décima sexta edição, a directora do quadro administrativo da Federação, Bela Cumberbatch, revelou que vem de uma família que reconhece a mulher portuguesa como “Uma Mulher Forte”. Partilhou, também, o seu sentimento de gratidão por ter encontrado este grupo de mulheres incríveis, que a federação possuí na direcção, afirmando que juntas são: – “Uma equipa de sucesso”.

O dia 8 de Março, o dia Internacional da mulher é uma ocasião que tem vindo a ser orgulhosamente celebrada pela Federação. Esta iniciativa surgiu há dezasseis anos, na presidência de Lena Barreto que foi a grande impulsionadora do evento. Ela partilhou com a Tuga Magazine que se sentia feliz por ver que a direcção continua a dar importância à celebração deste dia.

Ali presente, contou-se com o Philip Arruda, o atual vice-presidente da Federação, que reconhece a importância do papel das mulheres Luso-Canadianas na comunidade: -“ Deparamo-nos com um crescimento na nossa comunidade e os papéis da mulher nela. A Federação quer continuar a reconhecer o trabalho da mulher Luso-Canadiana. E que, também sirva de inspiração para outras mulheres, principalmente fora e dentro da comunidade”.

Enquanto, oradora convidada, Ema Dantas afirma que este dia tem de ser relembrado: -“ Podemos ter em papel direitos iguais mas, quando se trata de serem reconhecidos pela sociedade ainda, não é bem assim”.

Em Portugal, antes do 25 de Abril, existia discriminação deliberada à mulher, na constituição. As mulheres estavam impedidas de ser militares, diplomatas ou juízas. Com o passar do tempo e evolução das mentalidades, as leis foram adaptadas e executadas em conformidade. O Canadá é um dos únicos países que garante direitos iguais a homens e mulheres. De acordo com o relatório “Women, Business and the Law 2022”, publicado recentemente pelo Banco Mundial, existem apenas doze países no mundo que oferecem protecção jurídica completa às mulheres. Além do Canadá, os únicos países que oferecem direitos iguais para ambos os géneros, pelo menos do ponto de vista jurídico, são a Bélgica, França, Dinamarca, Letónia, Luxemburgo, Suécia, Islândia, Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia.

Este evento, contou também com a angariação de fundos para a atribuição de bolsas de estudo, que serão entregues durante a Gala da Federação de Empresários e Profissonais Luso-Canadianos, que decorre ainda durante este mês de março.

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