O Governo Federal está a apresentar um conjunto de alterações à sua legislação sobre armas de fogo.

Esta revisão surge depois de Otava emendar algumas das medidas iniciais, que provocaram protestos de vários proprietários de armas de fogo.

O Ministro da Segurança pública, Marco Mendicino, disse hoje que as emendas do Projeto de Lei C-21, incluem uma nova definição de armas de fogo proibidas, que abrange certas espingardas do “estilo de assalto”.

“Essas reformas visam manter as armas de fogo AR-15 fora de nossas ruas, ao mesmo tempo, respeitar os proprietários de armas”, afirmou o ministro numa conferência de imprensa.

Em maio de 2020, o governo federal anunciou a proibição de cerca de 1.500 modelos de armas de assalto de estilo militar no Canadá.

Mas vários defensores do controlo de armas têm pedido uma definição permanente de armas proibidas, que possam incluir mais modelos, que se possa utilizar no futuro design das armas.

Em fevereiro, os liberais retiraram uma série de emendas controversas, que incluíam a definição, após alguns proprietários de armas de fogo argumentarem que o projeto de lei teria visado injustamente caçadores e proprietários de quintas.

As cláusulas efetivamente teriam proibido qualquer espingarda com um carregador com mais de cinco cartuchos, armas longas, que gerassem mais de 10 mil joules de energia, ou qualquer arma com um cano com 20 milímetros ou maior.

Marco Mendicino disse que o governo apresentou uma nova definição, após consultar fabricantes, caçadores e comunidades indígenas.

A nova definição proposta abrange armas que disparam de uma forma “semiautomática” e foram “originalmente projetadas” para aceitar um carregador com mais de cinco cartuchos.

A definição só se aplica a armas de fogo fabricadas depois do Projeto de Lei C-21 ser oficialmente lei, o que significa que os proprietários podem manter o que possuem atualmente.

 

Foto: Pexels/Alex Andrews

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