Os canadianos têm os olhos postos para investirem em Portugal devido à sensação de segurança que encontram no país “num mercado que tem vindo a crescer”.

“Há muitos canadianos com os olhos postos em Portugal para os seus investimentos, pela sensação de segurança que encontram no país, por ser membro da União Europeia e onde, acima de tudo, ainda têm muitos laços familiares e emocionais, e outros aspetos”, disse à Revista TUGA Marisol Ribeiro, representante da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Canadá.

A agência bancária está presente neste país desde 2011, tendo o Canadá “uma das maiores, mais dinâmicas e integradas comunidades portuguesas no estrangeiro”.

No escritório de representação em Toronto, área onde residem milhares de portugueses, a CGD, além de efetuar um acompanhamento especializado da comunidade, é também um ponto de contacto no apoio à internacionalização de empresas portuguesas que pretendem entrar neste mercado.

“É um mercado que tem vindo a crescer. O objetivo é mantermos a forte dinâmica que temos no Canadá, não só acompanhando os clientes de toda uma vida, como a continuarmos a receber clientes novos, que procuram iniciar o seu relacionamento bancário e financeiro em Portugal”, acrescentou.

A responsável da Caixa Geral de Depósitos no Canadá também salientou que aquela instituição “tem todas as condições” para ser uma “mais-valia pelo serviço prestado aos clientes”.

No país desde maio de 2016, Marisol Ribeiro, reconheceu que já teve pela frente “momento desafiantes”, mas ao fim de seis anos de operações, aquela agência bancária “tem vindo a crescer de forma sustentada”, reconhecendo também que ainda “há espaço para crescer e solidificar a posição” da Caixa no mercado canadiano, que olha para Portugal com “muita atenção e apreço”.

“No Canadá, continuamos a sentir um forte interesse pelo mercado imobiliário em Portugal. O nosso país continua a ter um custo de vida acessível, está bem infraestruturado, com uma das melhores redes viárias da Europa. Para além disso, está tecnologicamente avançado com uma boa rede de comunicações e internet”, revelou.

No entanto a responsável esclareceu que um Escritório de Representação tem um “âmbito de atuação diferente de uma agência bancária”, porque não desenvolve atividade bancária.

“Ainda assim, somos um importante ponto de ligação entre os clientes e as suas agências e as filiais e sucursais do Grupo CGD. Aqui podem obter informações sobre produtos e serviços da Caixa dirigidos quer a particulares, quer a empresas em Portugal, como por exemplo acompanhamento e apoio aos clientes residentes no Canadá, apresentação da oferta de produtos e serviços da Caixa, facilitação da relação dos clientes da CGD com as respetivas Agência em Portugal ou apoio e colaboração à Comunidade Portuguesa, através de representação institucional e atribuição de patrocínios às atividades mais significativas”, sublinhou.

Os produtos com mais procura são os relacionados com o início da relação bancaria, ou seja, pedidos de abertura de conta e seus respetivos produtos. Destaque ainda o reconhecimento presencial de assinaturas, que tem uma forte procura.

As plataformas digitais são cada vez mais utilizadas por clientes da CGD, em 2018 existiam cerca de 1,5 milhão de clientes digitais, tendo neste momento 2,2 milhões.

 

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